Revista eletrônica @franquiaccmp – 9ª edição – Maio de 2024

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Revista eletrônica @franquiaccmp – 7ª edição – Março de 2024

Revista eletrônica @franquiaccmp – 6ª edição – Fevereiro de 2024

Revista eletrônica @franquiaccmp – 5ª edição – Janeiro de 2024

Jogo de Tabuleiro – Reconhecimento do formato e nomes das figuras Musicais de som e de silêncio.

André Hipólito

Toda partitura traz em sua estrutura as figuras musicais. Mesmo que você nunca tenha estudado música ou nem saiba como interpretar e nomear esses símbolos, certamente já viu alguma imagem representativa de uma colcheia, de uma mínima ou de uma semibreve.

Esses sinais são característicos da notação musical podem conter até três partes: a cabeça, a haste e o colchete.

Vamos entender por que surgiram essas figuras. Imagine que antes da notação musical todas as músicas feitas pela humanidade eram passadas somente de forma auditiva e eram perdidas e esquecidas, portanto, se alguém criava uma música, para passar para outra pessoa, ele teria que cantar várias vezes até essa outra pessoa memorizar e assim por diante.

A notação musical surgiu então com a função de auxiliar a memória de quem cantava e só mais tarde se tornou cada vez mais precisa, tornando possível eternizar essas músicas, tanto, que temos registro de músicas feitas no barroco, classicismo, etc., até hoje.

Primeiramente eram colocadas pequenas marcas junto das palavras indicando o tipo de movimento sonoro a cantar. Essas marcas chamavam-se “neumas”. Inicialmente haviam dois tipos de notação, a instrumental e a vocal. A notação instrumental mais antiga era derivada do alfabeto fenício e a notação vocal utilizava as letras maiúsculas do alfabeto grego. Para a duração das notas, utilizava-se uma notação derivada da métrica quantitativa (breve e longa).

O que são as figuras musicais?

São símbolos que representam o tempo de duração das notas musicais. Os símbolos das figuras são usados para representar a duração do som a ser executado. A duração das figuras musicais depende da fórmula de compasso. Isso significa que a mesma figura pode ser executada com diferentes durações, em qualquer música, como também numa única música, caso haja mudança de andamento ou compasso.

Conceito de figuras musicais:

 

  • Valores ou figuras musicais são símbolos que representam o tempo de duração das notas musicais. São também chamados de valores positivos.
  • Os símbolos das figuras são usados para representar a duração do som a ser executado.

 

Ao partimos dos conhecimentos apresentamos até o momento, notou-se a necessidade de termos um aprendizado mais funcional das figuras músicas, com uso de um tabuleiro lúdico, os alunos são desafiados a recordar o nome das figuras musicas compreendo as peculiaridades de cada símbolo musical.

 

Jogo de tabuleiro: Quem procura acha.

 

Esse é dos jogos disponibilizados pela CCMP para o Clube Kids.

O maior Clube de professores de música do Brasil.

Você já é sócio?

Confira:

 

Habilidades desenvolvidas nesse jogo: Memorização, concentração, agilidade, acordar a capacidade de raciocínio lógico do hemisfério esquerdo.

 

 

Como jogar?

 

  • Podem participar de 2 a 4 jogadores ou 2 a 4 grupos.
  • Cada grupo ou jogador ficar com as suas cinco peças.
  • O Capitão do jogo, que pode ser o professor, pega uma cartinha do baralho e fala o nome da figura musical de som ou de silêncio que aparecer aleatoriamente.
  • Começa a contagem de 1 a 5 segundos em voz audível.
  • Os jogadores de todos os grupos procuram a figura musical pedida.
  • Ganha quem colocar o maior número de tampinhas na figura.
  • Vai marcando ponto para os grupos: Azul, amarelo, vermelho e verde.
  • Quando terminar as cartinhas, ganha o grupo, ou o participante que tiver mais pontos.
  • As notas são mostradas na figura abaixo, por ordem decrescente de duração. Elas são: semibreve, mínima, semínima, colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa.
  • Figuras de som: São chamadas de figuras de som ou figuras positivas.
  • Figuras de silêncio: São chamadas de pausas, figuras de silêncio ou figuras negativas.
  • Antigamente existia ainda a breve, com o dobro da duração da semibreve, a longa, com o dobro da duração da breve e a máxima, com o dobro da duração da longa, mas essas notas não são mais usadas na notação atual.
  • Cada nota tem metade da duração da anterior. Se pretendermos representar uma nota de um tempo e meio (por exemplo, o tempo de um mínimo acrescentado ao de uma semínima) usa-se um ponto a seguir à nota.
  • A duração das figuras musicais depende da fórmula de compasso e do andamento utilizado. Isso significa que a mesma figura pode ser executada com diferentes durações, em qualquer música como também numa única música, caso haja mudança de andamento e/ou compasso.

Com esse tabuleiro, o aluno é auxiliado no seu processo de ensino aprendizagem, sendo um excelente recurso pedagógico para facilitar a aquisição de novos conhecimentos que serão apresentados durante as aulas.

Nós educadores musicais não podemos deixar de lado recursos práticos que agreguem valor durante as nossas aulas, precisamos sempre trabalhar com jogos coletivos e colaborativos como recurso lúdico e funcional.

Ao utilizar a metodologia do Centro Cultural Maria Paccelle, podemos levar aos nossos alunos conhecimentos que serão adquiridos e revisados por meio de jogos de altíssima qualidade. Cabe ressaltar importância de aprender através de jogos com um objetivo potencializar aprendizado dos conteúdos musicais.

Cabe citar que para produção desse artigo, foi utilizado como referência o curso de capacitação Tratado de Teoria e o Clube Kids 2, todos desenvolvidos pelo Centro Cultural.

É um excelente convite para você educador musical se tornar um professor intenso participando dos nossos cursos de capacitação e tendo a oportunidade de ter materiais únicos, elaborados com muito cuidado, pensando no bem estar do aluno e oferecendo ao educador recursos e estratégias para um bom planejamento e aulas totalmente diferenciadas.

A Importância das Estatísticas na Área Comercial

Maurício Domingos Alves

  1. Tomada de Decisões Informadas:

A estatística fornece ferramentas para analisar dados financeiros e extrair informações relevantes, facilitando decisões mais embasadas.

  1. Previsão e Planejamento Financeiro:

Modelos estatísticos permitem prever tendências financeiras, facilitando o planejamento em longo prazo e a antecipação de possíveis cenários.

  1. Gestão de Riscos:

A estatística é fundamental para avaliar e gerenciar riscos financeiros, permitindo que as empresas identifiquem e mitiguem ameaças potenciais.

  1. Análise de Desempenho:

Métodos estatísticos auxiliam na avaliação do desempenho financeiro da empresa, identificando áreas de eficiência e oportunidades de melhoria.

  1. Segmentação de Mercado:

Através da segmentação estatística, as empresas podem identificar grupos de clientes com características semelhantes, adaptando suas estratégias de marketing e vendas.

  1. Controle de Qualidade:

A estatística é crucial para o controle de qualidade, garantindo que os produtos ou serviços atendam aos padrões estabelecidos.

  1. Avaliação de Investimentos:

No contexto financeiro, métodos estatísticos são utilizados para avaliar o desempenho de investimentos, calcular riscos e retornos esperados.

  1. Estabelecimento de Metas e Indicadores:

A estatística ajuda na definição de metas realistas e no estabelecimento de indicadores-chave de desempenho “KPIs” (em inglês, Key Performance Indicators) para monitorar o progresso.

  1. Otimização de Processos:

A análise estatística identifica áreas de ineficiência nos processos empresariais, possibilitando a otimização para aumentar a eficiência operacional.

  1. Adaptação às Mudanças de Mercado:

O uso de estatísticas permite que as empresas se adaptem rapidamente às mudanças no mercado, ajustando estratégias conforme necessário.

 

  1. Personalização de Estratégias:

Com base em dados estatísticos, as empresas podem personalizar suas estratégias para atender às necessidades específicas dos clientes, aumentando a satisfação e a fidelidade.

  1. Compreensão do Comportamento do Consumidor:

A análise estatística de dados do cliente ajuda a entender padrões de comportamento, preferências e tendências, informando estratégias de marketing mais eficazes.

  • Em resumo, as ferramentas estatísticas na logística de uma escola de música contribuem para uma gestão mais inteligente, eficiente e adaptada às necessidades específicas do ambiente educacional e dos alunos.
  • Ao aplicar corretamente os dados nas planilhas, a instituição pode criar uma abordagem mais centrada no aluno, melhorar a eficiência operacional e aprimorar a qualidade do ensino oferecido. Claro que respeitando a opinião de todos os envolvidos, a qualidade, forma e desenvolvimento desse questionário fazem toda a diferença.

Vou fornecer um exemplo de uma ferramenta muito utilizada para avaliar o crescimento ou declínio de várias métricas e indicadores ao longo de períodos específicos.

  • Um simples de cálculo de variação percentual entre dois dados. Vamos considerar um cenário hipotético onde você deseja calcular a variação percentual no número de matrículas em dois anos consecutivos em uma escola de música.

Fórmula de Variação Percentual:

Variação Percentual= (Valor Atual−Valor Anterior)/Valor Anterior)×100

Aqui estão os passos para calcular a variação percentual:

Definir os Dados:

Digamos que no ano anterior (2022) a escola tinha 200 matrículas, e no ano atual (2023), o número de matrículas aumentou para 250. Qual o percentual de aumento?

Aplicar a Fórmula:

Substituir os valores na fórmula de variação percentual.

Variação Percentual=[(250−200)/200]×100

Variação Percentual=(50/200​)×100

Variação Percentual=0,25×100

Resposta: 25%

Portanto, a variação percentual entre os dois anos é de 25%. Isso indica um aumento de 25% no número de matrículas em relação ao ano anterior.

Este é um exemplo simples, mas a fórmula de variação percentual pode ser aplicada a uma variedade de situações para calcular mudanças percentuais em diversas métricas, como receitas, despesas, vendas, variação de lucros, desempenho de campanhas/pacotes, entre outras.

Revista eletrônica @franquiaccmp – 4ª edição – Dezembro de 2023

Entrevista Lúcia Cavalheiro

 

Nossa convidada de dezembro hoje é a educadora musical Lúcia Cavalheiro nascida em 27/12/1973. Ela iniciou seus estudos musicais em: 1985 com apenas 12 anos de idade.

Hoje, com 49 anos de idade tem uma linda trajetória e um projeto musical lindo e inaugura em 2024 seu novo espaço musical.

 

Pergunta 1 – Conte um pouco sobre quando sentiu o desejo de ser uma educadora musical.

Muito cedo, eu tinha apenas com onze anos, e os meus pais começaram a seguir uma religião evangélica e nesta igreja havia um projeto de musicalização infantil e então eu comecei a aprender a música através da metodologia Pasquale Bona, onde passávamos anos estudando, divisão musical, teoria, rítmica, solfejos… era quase um teste de aptidão musical, pois, pela falta de educadores musical, falta de materiais didáticos… começávamos várias vezes e não evoluíamos pois éramos obrigados  a esperar por algum voluntário que viesse de outras cidades, para dar seguimento no projeto. No entanto, a minha persistência nunca malograra. E baseado nas dificuldades que tive, senti forças para ser cada vez melhor, ser uma educadora profunda, ser inspiração, ser responsável e fazer o melhor do meu trabalho a todos os alunos que viessem até mim.

 

Pergunta 2 – Relate como foi a sua busca em prol do seu aperfeiçoamento profissional na área musical.

Quando estudei a música no projeto da igreja, fiz todo o programa que se pedia para posteriormente ser músico da orquestra da igreja, porém, eu percebi que a música é infinita e que para o propósito da orquestra ao qual estava sendo preparada tinha limites de ensino, então, não fiquei satisfeita e pedi aos meus pais que gostaria de continuar estudando.  Na época com muitas dificuldades financeiras e sem esperanças a minha mãe me levou até aos professores da IECLB (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil) e foi aí que passei a frequentar o conservatório de música e com muito êxito só evolui, porém, chegou um momento que meus pais não puderam mais pagar as mensalidades, então tive uma ideia me propus a fazer uma faxina por semana na casa da professora em troca dos meus estudos e assim fizemos. Fui imensamente acolhida pelos professores da IECLB e da PIBI (Primeira Igreja Batista de Ijui) onde tive aulas de:

  • Técnica Vocal
  • Treino auditivo
  • Percepção musical
  • Piano

Até hoje guardo com carinho os boletins das minhas aulas, pois, ganhava um boletim no início do ano e era avaliada a cada aula, sendo que as notas sempre foram acima de 9 e quando aparecia a nota 8, eu saia muito insatisfeita da aula.

Eu não tinha Piano nesta época então os professores da IECLB me deram a oportunidade de estudar num Piano que ficava no porão da igreja, mais tarde fui estudar com outra educadora musical e essa tinha o conservatório em sua casa “Cantabile” e como um anjo, ela me acolheu e sabendo das minhas dificuldades me deu a chave do espaço de música, onde eu começava estudar todas as manhãs das 07:30h até as 10:30h, pois neste horário ela lecionava na Faculdade Batista Pioneira.

 

Pergunta 3 – Conte sobre seus projetos musicais no início da carreira.

No início da carreira fiz muitos projetos, porém, sempre como voluntária. Ministrei aulas nessa modalidade por aproximadamente dezessete anos, mas me sentia engessada com muitas amarras do ensino tradicional, onde o que imperava era a decoreba, sem a preocupação de entender, eu mesma sentia que muitas coisas eu tinha na ponta da língua (ex. Graus das escalas…) ou na ponta dos dedos (Escalas M, m..) mas se pedisse pra explicar havia falhas e isso me perturbava e este fantasma do ensino de música tradicional me acompanhou por muitos anos.

No ano de 2012 mudei-me para o Estado do Paraná no município de Pinhais e vi a grande oportunidade de fazer uma faculdade de música (Licenciatura), me escrevi para o vestibular e consegui a vaga, foi aí que muitas luzes se acenderam, tive um feedback de todas as minhas dúvidas e um leque de novas oportunidades se abriram, porém, alguns fantasmas persistiram na minha condução de ensino.

 

Pergunta 4 – Conte nos sobre a descoberta da Franquia CCMP e os benefícios para sua carreira como profissional de música.

Me formei em 2019 e então o mundo teve uma pequena pausa com a chegada do Covid. Neste momento fomos obrigados a deixar de lado todos os projetos e sonhos. E assim eu esfriei o calor dos conhecimentos adquiridos e me sentindo sem eira nem beira pra voltar e colocar os meus sonhos, projetos e planos em ação.

Mas pedindo coragem e até, pedindo, que Deus me apresentasse alguém que entendesse os meus pontos fracos, alguém em quem eu conseguisse me expressar e desse o retorno necessário pra sanar as minhas dúvidas e me ensinasse a confiar no meu potencial… foi então num grupo de WhatsApp, de pessoas que frequentam a mesma igreja que frequento, fiz a seguinte pergunta: “Alguém saberia me informar algum cursos sério, competente, que domine a teoria musical, trabalhando de forma leve, descontraída, através de brincadeiras fundamentadas e embasadas cientificamente nos benefícios destes trabalhos?”, Alguém me respondeu, enviando mensagens no meu número pessoal dessa forma “Eu sei de uma educadora musical que tem tudo o que você quer e muito mais, é a autora Maria Paccelle do CCMP (Centro Cultural Maria Paccelle) e foi assim que eu cheguei neste oásis da sabedoria, porque num mundo onde a música, arte, está sendo reciclada, terceirizada… encontrar alguém tão fiel, tão leal… que luta incessantemente e incansavelmente pela disciplina música nas escolas, encontrar alguém que compõe centenas de canções voltadas ao ensino profundo, com letras educativas… encontrar alguém que produz conteúdos lúdicos, cujos cursos é materiais te fazem repousar todos os dias dentro de uma biblioteca de conhecimentos, onde eu me sinto cercada de ferramentas necessárias para cada ocasião, para cada aluno, para cada dificuldades e o melhor “Os cursos são voltados às necessidades mais básicas da tenra idade até as mais intensas, como as que uso para preparar um aluno para o vestibular de música”.

Então cheguei a uma conclusão que neste deserto de materiais específicos, que trabalhem para cada necessidade, seja ela em aluno com necessidades específicas ou com os pequenos, ou jovens e até a melhor idade eu encontrei no CCMP e com a sua gestora um Oasis que trouxe liberdade e segurança nos meus projetos! Recebi o convite para fazer parte do time de Franqueados CCMP e desta fonte inesgotável tenho formado grandes músicos e me sinto preparada para encarar qualquer obstáculo, na minha área, como educadora musical.

 

Pergunta 5 – Deixe uma mensagem para inspirar os educadores musicais.

A música é libertadora, é a minha melhor amiga, pois, ela entende o meu estado de espírito, me compreende e me representa, mesmo que eu não diga nem uma palavra, quando eu começo a tocar ela me acolhe, me abraça, me emociona e me transporta a lugares incríveis, pois, mesmo que alguém nunca me conheceu através da minha música eu sou lembrada!

A música me tira da tristeza e me curou da timidez! Através da música a tristeza pula de alegria e este idioma me abre as portas de qualquer lugar do mundo, e assim eu digo: seja músico, toque um instrumento e tenha a certeza essa amizade expressa através do coração!

Conhecendo as notas em diferentes alturas

André Hipólito

As notas musicais foram criadas como um tipo de código pré-determinado para auxiliar os músicos na leitura de partituras. Em cada país ou em cada povo, as notas musicais podem ser representadas por notas ou marcações diferentes.

Também é possível que as partituras em que elas são organizadas variem de acordo com da tradição. De qualquer modo, as origens das notas musicais remontam ao período da Idade Média.

O saber musical, proveniente da civilização clássica, obtido pelos monges por meio das bibliotecas dos mosteiros foi o que reforçou a necessidade de oficializar e esquematizar determinadas convenções musicais.

Diante desse contexto o monge beneditino italiano Guido de Arezzo, que viveu no século XI, elaborou um sistema de notação musical seguido até os dias atuais. A criação se deu enquanto ele trabalhava no mosteiro da cidade de Pomposa e percebeu a dificuldade dos cantores gregorianos em memorizar as músicas sacras.

Guido de Arezzo avaliou que, ao construir uma escala musical simplificada era possível facilitar o aprendizado dos estudantes, na medida em que também seriam reduzidos os erros de interpretação de uma peça musical.

Nos seus tratados, foi idealizado um sistema para recordar os tons das notas musicais. Ele recorreu a uma canção extremamente popular na época, de fácil memorização o louvor a São João Batista.

Como já mencionamos s pautas surgiram na Idade Média. Foram aperfeiçoadas para representar as alturas das notas musicais, suas durações e o compasso da música, nos ensinamentos de música e no canto gregoriano.

As primeiras pautas tinham uma única linha e eram colocadas sobre a letra da canção. A altura era representada pela distância das notas em relação à linha. Como isso não era muito preciso, o sistema evoluiu gradativamente para uma pauta de quatro linhas, chamada de tetragrama.

No início do uso da pauta usava-se apenas uma linha colorida, datada do século IX. Tempos depois outras linhas foram sendo acrescentadas, o pentagrama que usamos hoje, estabelecido no século XI, foi definitivamente usado a partir do século XVII.

 

No século XV, uma quinta linha foi adicionada e esta configuração é utilizada até hoje. Pauta ou pentagrama é o conjunto de 5 linhas horizontais, paralelas e equidistantes que formam, entre si, 4 espaços onde são escritas as notas e símbolos musicais.

Se precisarmos representar notas mais graves ou agudas do que as nove notas representáveis nas linhas ou espaços do pentagrama, utilizam-se linhas e espaços suplementares.

Para definir qual nota ocupa cada linha ou espaço e a faixa das notas representadas no pentagrama, são utilizadas as claves, que permitem adaptar a escrita para as diferentes vozes ou instrumentos musicais.

A clave musical (do latim “clavis”: “chave”) indica ao músico como ler a partitura, informando o nome e altura da nota, pois a notação musical é relativa e a nota pode ocupar qualquer linha ou espaço na pauta.

A clave indica qual a posição de uma das notas e todas as demais são lidas seguidas como referência essa nota, cada tipo de clave define uma nota diferente de referência, assim, a “chave” usada para decifrar a pauta é a clave.

Modernamente existem quatro claves: Dó, Fá, Sol e a Neutra (rítmica). Elas que permitem a escrita para instrumentos/vozes que possuem tessituras diferentes, pois existem os graves e os agudos, evitando uso das linhas suplementares.

A clave de sol é escrita somente na segunda linha do pentagrama. A Clave de sol juntamente com a clave de fá na quarta linha é a mais utilizada na música atual.

Quando esta clave está na segunda linha, o dó central do piano (dó-3) ocupará a primeira linha suplementar inferior.

Clave de Fá pode ser escrita na terceira ou quarta linha do pentagrama. Nesta clave, a linha de referência é indicada pelos dois pontos e assume a nota Fá-2. A posição mais frequente é a quarta linha. Com esta configuração, a nota Dó-3 do central do piano ocupa a primeira linha suplementar superior.

Também é possível escrever a clave de fá na terceira linha, possibilitando um registro ligeiramente mais agudo. No passado a clave nessa posição mais aguda era utilizada para o barítono, mas seu uso na música atual é raro.

Clave de Dó pode ser escrita na primeira, segunda, terceira ou quarta linha do pentagrama. A nota Dó-3 é indicada pelo centro da figura. Originalmente a clave de dó foi criada para representar as vozes humanas. Cada voz era escrita com a clave de dó em uma das linhas. O alto era representado coma clave na terceira linha, o tenor na quarta linha e o mezzo-soprano era representado com a clave de Dó na segunda linha.

Este uso se tornou cada vez menos frequente e esta clave foi substituída pelas de sol para as vozes mais agudas e a de fá para as mais graves.

Ao partimos da premissa dos conhecimentos apresentamos até o momento, notou-se a necessidade de termos um aprendizado mais eficaz das notas e alturas no pentagrama, com uso de tabuleiros lúdicos, cada tabuleiro tem o nome da clave a ser estudada e cartões para facilitar a compreensão das diferentes alturas das notas.

Neste sentido os tabuleiros, auxiliam o aluno no seu processo de ensino e aprendizagem, propondo caminhos para facilitar o percurso que será alcançando gradativamente, sendo favorável a sua autonomia na leitura de notas em diferentes alturas e claves. Por meio de jogos coletivos e colaborativos, sendo um recurso lúdico e criativo.

Ao utilizar a metodologia do Centro Cultural Maria Paccelle podemos levar em consideração os conhecimentos prévios e conhecimentos que serão adquiridos durante o jogo. Cabe salientar também importância de aprender através de jogos a propriedade do som chamada altura, que nos permite distinguir entre sons graves, médios ou agudos, com esses tabuleiros lúdicos potencializamos a memorização da notação musical desenvolvendo no aluno a autoconfiança na leitura de uma partitura escrita em diferentes claves e alturas.

LAYOUT

Maurício Domingos Alves

O termo “layout” se refere à organização espacial de uma instalação, armazém, depósito ou qualquer local onde ocorrem atividades relacionadas à gestão de estoque, manuseio de materiais, processamento de pedidos, entre outros. O layout é projetado de maneira a otimizar (desenvolver) a eficiência e a produtividade das operações logísticas.

A logística teve seu destaque no Brasil, por volta de 1990, nas instituições de ensino, grandes corporações, empresas adotaram abordagens mais eficientes em toda a cadeia de suprimentos, chão de fábrica. Portanto, o conceito de layout na logística no Brasil foi gradualmente incorporado à medida que a logística foi implantada como disciplina, na prática se desenvolveu muito mais e evoluiu, e não há uma data de oficialização específica associada a ele. Parte superior do formulário

A palavra “layout” tem sua origem na língua inglesa e é uma combinação das palavras “lay” (dispor) e “out” (para fora). Ela foi cunhada no século XIX para descrever a disposição de elementos em um espaço físico de maneira específica e deliberada, de modo a atender a determinados objetivos.

A logística de layout num ambiente de ensino de música é essencial para garantir um ambiente eficiente e funcional que atenda às necessidades dos alunos, professores e funcionários. Aqui estão alguns tópicos importantes a serem considerados ao planejar o layout nesse tipo de comércio:

  • Acomodação de salas de aula:

Crie salas de aula de diferentes tamanhos para acomodar aulas individuais, aulas em grupo e práticas de conjunto.

Considere a acústica das salas para garantir um ambiente de ensino adequado.

  • Armazenamento de instrumentos:

Providencie espaços de armazenamento seguros para instrumentos, como armários, estantes e salas de armazenamento.

Certifique-se de que os instrumentos sejam armazenados de forma adequada para evitar danos.

  • Recepção e áreas comuns:

Projete uma recepção onde os alunos possam se registrar, pagar mensalidades e obter informações sobre as aulas.

Crie áreas comuns onde os alunos possam esperar antes das aulas ou interagir entre si.

  • Sala de espera:

Ofereça uma sala de espera confortável e aconchegante para os pais ou responsáveis dos alunos enquanto aguardam as aulas, ainda pensando numa possível negociação, matrícula ou para fornecedores/parceiros em geral.

  • Salas de prática:

Forneça salas de prática para que os alunos possam praticar individualmente.

Equipamento, como pianos, teclados e amplificadores, devem estar disponíveis nas salas de prática.

 

  • Salas de ensaio de conjunto:

Dedique espaço para salas de ensaio onde grupos de alunos possam praticar juntos.

Equipamento de som e instrumentos específicos para grupos devem estar disponíveis.

  • Salas de aula digitais:

Considere a integração de tecnologia para aulas online ou gravação de performances.

Equipamento de áudio e vídeo de alta qualidade deve ser instalado nas salas de aula digitais.

  • Sala de professores:

Crie uma área para os professores prepararem aulas, armazenarem materiais e realizarem reuniões com os alunos.

  • Área administrativa:

Projete um espaço onde a administração possa gerenciar matrículas, finanças e outros aspectos burocráticos da escola.

  • Acessibilidade e segurança:

Certifique-se de que o layout seja acessível para pessoas com deficiência.

Instale sistemas de segurança para proteger os instrumentos e garantir a segurança de todos os envolvidos.

  • Layout flexível:

Projete o layout de forma flexível para se adaptar às necessidades em constante mudança da escola de música.

  • Fluxo de tráfego:

Planeje o layout de forma a otimizar o fluxo de tráfego de alunos, professores e visitantes, minimizando congestionamentos. Pensando em que o correto num padrão elevado, sempre ande com o ombro esquerdo ao cruzar com outras pessoas no ombro esquerdo também, assim o seu ombro direito estará próximo a parede, evitando a acidentes casuais, danificando o instrumento musical, que o mesmo carregue. Resumindo, cruze com um vai e vem adequado em todos os ambientes.

  • Gerenciamento de ruído:

Programe soluções de isolamento acústico para minimizar a interferência entre salas de aula e áreas comuns.

  • Sinalização:

Use sinalização clara para orientar os visitantes e alunos nas dependências da escola de música.

  • Manutenção e limpeza:

Planeje áreas de fácil limpeza e manutenção para garantir a higiene e a longevidade das instalações.